A gasolina do seu posto não é a mesma usada pelo Inmetro nos testes de consumo
Diferença na composição do combustível de referência e da gasolina comercial explica por que a autonomia real do carro quase nunca bate com o número oficial divulgado pelas montadoras.

Segundo a colunista Paula Gama, do UOL Carros, a gasolina com a qual o motorista abastece o carro hoje não é a mesma usada para calcular oficialmente quantos quilômetros ele percorre com um litro do combustível — e essa diferença está no centro de uma distorção que afeta todo consumidor na hora de escolher um veículo.
O UOL Carros aponta que a metodologia de ensaio do Inmetro segue padrões estabelecidos com um combustível de referência, cujas características químicas — como o teor de etanol e a densidade energética — diferem do produto comercializado atualmente no Brasil. Como a gasolina comum vendida nos postos já contém uma mistura obrigatória de etanol, a energia disponível por litro é diferente da prevista no protocolo de teste.
De acordo com a reportagem, o resultado prático é uma distorção sistemática: o consumidor compra um carro esperando determinada eficiência com base nos dados oficiais e acaba com uma autonomia real inferior. A diferença pode parecer pequena em termos percentuais, mas se torna relevante em percursos longos ou para quem depende do veículo para trabalhar.
A situação levanta um debate sobre a necessidade de atualizar os critérios de certificação do Inmetro para que reflitam o combustível efetivamente disponível no mercado. Enquanto isso não acontece, segundo o UOL Carros, a melhor estratégia para o consumidor é tratar os índices oficiais como referência comparativa entre modelos — e não como promessa de desempenho real.
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