ANTT reajusta piso mínimo do frete rodoviário após diesel subir mais de 13%
Portaria publicada no Diário Oficial eleva em até 7% os valores mínimos cobrados por transportadores, dependendo do tipo de operação.
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O custo do frete rodoviário no Brasil acaba de ficar mais caro. Segundo o Jornal do Carro (Estadão), a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) publicou na última sexta-feira (13) uma portaria no Diário Oficial da União atualizando os pisos mínimos de frete para o transporte rodoviário de cargas — movimento motivado pela escalada no preço do diesel.
A publicação aponta que o reajuste foi acionado pelo chamado 'gatilho' previsto na Lei nº 13.703/2018, que obriga a revisão da tabela sempre que o diesel acumular variação superior a 5%. Dados da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), citados pelo Jornal do Carro, mostram que o litro do diesel S10 chegou a R$ 6,89 na semana de 8 a 14 de março de 2026 — alta de 13,32% em relação ao patamar de R$ 6,08 registrado no último reajuste.
Os percentuais de correção variam conforme o segmento, ainda de acordo com o Jornal do Carro: o transporte de carga lotação convencional sobe 4,82%; veículos automotores de carga, 5,57%; carga lotação de alto desempenho, 6,15%; e veículos de alto desempenho, 7%. Os valores mínimos são calculados por quilômetro rodado e levam em conta número de eixos, distância e tipo de carga.
A legislação determina que a ANTT revise a tabela a cada seis meses ou sempre que o gatilho for acionado antes desse prazo. Na prática, o reajuste representa custo adicional direto para toda a cadeia logística do país — e tende a pressionar os preços de produtos transportados por caminhão.
Fontes
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