Branco domina as ruas do Brasil muito antes de a Pantone declarar a cor do ano
Enquanto a Pantone elege um tom off white para 2026, o mercado automotivo brasileiro já vive essa realidade há anos.
Toque pra navegar · resumo gerado dos dados da matéria
A Pantone anunciou o 'Cloud Dancer' — um tom off white — como a cor do ano para 2026, apostando em leveza e versatilidade. No setor automotivo brasileiro, porém, a tendência não é novidade: o branco já manda há bastante tempo. Segundo o Jornal do Carro, do Estadão, dados da fabricante de tintas Axalta indicam que 39% dos veículos emplacados na América do Sul saem de fábrica nessa cor. A Senatran reforça o cenário nacional: quase 70% da frota em circulação no Brasil tem cores neutras, sendo o branco o tom mais frequente, presente em 21% dos veículos.
O clima brasileiro ajuda a explicar essa preferência. De acordo com o Jornal do Carro, Flávio Passos, vice-presidente de autos do Grupo OLX, destaca que carros brancos refletem melhor a luz solar, reduzindo o uso do ar-condicionado e melhorando a eficiência energética — o que faz sentido especialmente em regiões quentes. O executivo cita dados do Renavam que mostram 30% da frota de Cuiabá (MT) em branco, contra apenas 16% em Campos do Jordão (SP), cidade conhecida pelo frio.
A distribuição geográfica também chama atenção. Ainda segundo o Jornal do Carro, o Radar Autos do Data OLX Autos aponta que o branco lidera no Centro-Oeste, Nordeste, Norte e Sul do país. Apenas no Sudeste o cinza aparece à frente. Passos acrescenta que frotas corporativas — responsáveis por fatia relevante dos carros em circulação — têm forte preferência pela cor clara, o que empurra ainda mais os números.
Na hora de comprar, o comportamento do consumidor apresenta uma contradição interessante. O Jornal do Carro aponta que dados da Webmotors mostram que as buscas na plataforma favorecem preto e cinza, com o branco apenas em terceiro lugar entre os novos. Já no segmento de seminovos, o branco volta ao topo das pesquisas — o que, segundo Passos, também se reflete na valorização desses veículos na revenda. No fim das contas, a Pantone chegou tarde a uma festa que o mercado automotivo brasileiro já celebra há anos.
Fontes
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