CEO da Ford quer barrar consertos feitos pelos próprios donos de veículos
Executivo defende que os carros modernos são complexos demais para reparos fora da rede autorizada.
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O debate sobre quem tem o direito de consertar um carro moderno ganhou um novo e polêmico capítulo. Segundo o Notícias Automotivas, o CEO da Ford se posicionou publicamente contra a prática de proprietários realizarem reparos nos próprios veículos, argumentando que a tecnologia embarcada nos automóveis atuais atingiu um nível de sofisticação que inviabiliza intervenções fora da rede oficial de concessionárias e oficinas autorizadas.
O movimento contraria uma tendência crescente nos Estados Unidos e na Europa conhecida como "Right to Repair" — o direito ao reparo —, que pressiona montadoras e fabricantes de eletrônicos a abrirem acesso a ferramentas de diagnóstico, peças e manuais técnicos para consumidores e mecânicos independentes. Conforme aponta o Notícias Automotivas, a posição do executivo da Ford representa exatamente o lado oposto dessa corrente, priorizando o controle da cadeia de manutenção dentro do ecossistema da própria marca.
Críticos do posicionamento enxergam na estratégia um interesse econômico evidente: manter o lucrativo mercado de pós-venda sob domínio das montadoras. Para donos de veículos, especialmente em países como o Brasil, onde o custo de manutenção em concessionárias é historicamente elevado, a restrição ao reparo independente pode representar um aumento significativo nas despesas ao longo da vida útil do carro. O Notícias Automotivas destaca que a discussão promete se intensificar à medida que os veículos elétricos e conectados se tornam mais comuns nas ruas.
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