China mira 70% de carros eletrificados até 2030 e impõe consumo de 30 km/l para motores a combustão
O 15º Plano Quinquenal chinês estabelece metas radicais para veículos elétricos, híbridos plug-in e eficiência energética no maior mercado automotivo do mundo.
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O governo chinês acaba de elevar a barra para a indústria automotiva global. Segundo a AutoInforme, o 15º Plano Quinquenal, divulgado pelo Ministério da Indústria e Tecnologia da Informação (MIIT) no dia 11, determina que 70% dos carros de passeio zero-quilômetro vendidos na China até 2030 sejam híbridos plug-in ou elétricos puros — percentual que cai para 40% entre os comerciais leves. O documento também prevê a implementação em larga escala de condução autônoma nos Níveis 3 e 4.
A AutoInforme destaca que a meta anterior, estabelecida no plano de 2021, previa 20% de eletrificação nas vendas até 2025 — e a China não apenas cumpriu como ultrapassou com folga esse número, chegando a quase 55% no fechamento do ano passado, de acordo com dados da Associação Chinesa de Fabricantes de Automóveis (CAAM). Hoje, os veículos de novas energias já respondem por 65% dos emplacamentos no país, o que torna a meta de 70% para 2030 mais uma questão de quando do que de se.
Para os carros equipados com motores a combustão interna, o novo plano impõe uma exigência ainda mais severa: consumo médio de 30,3 km/l — ante os atuais 17,8 km/l registrados na frota, conforme aponta o engenheiro e fundador da consultoria AutoXing, Lei Xing, em declaração reproduzida pela AutoInforme. O especialista lembra que a meta anterior de 20 km/l foi o único objetivo do plano vigente que não foi alcançado, o que torna o novo patamar um salto considerável. Para EVs, a eficiência exigida é de 11,5 kWh a cada 100 km rodados.
O analista Roger Atkins, fundador da consultoria Electric Vehicles Outlook, explica à AutoInforme que os planos quinquenais funcionam como bússola estratégica para setores considerados cruciais pelo governo central de Pequim. Além das metas de eletrificação e eficiência, o documento prevê aumento de 15% na produtividade industrial em relação aos níveis de 2025, maior presença de fornecedores chineses entre os 100 maiores sistemistas globais e crescente influência da China na definição de normas e regulamentações internacionais para o setor.
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