DFM quer produzir carros no Brasil em 2028 e negocia uso de fábrica da Stellantis ou da Nissan
Montadora chinesa decidirá ainda em 2026 onde instalará sua operação nacional, com Porto Real e Resende como candidatas.
Toque pra navegar · resumo gerado dos dados da matéria
A fabricante chinesa DFM, nome adotado pela Dongfeng no mercado brasileiro, tem como meta iniciar a produção de veículos no Brasil em 2028 — e a decisão sobre onde isso acontecerá deve ser tomada ainda em 2026, segundo a Quatro Rodas. Duas plantas estão na disputa: a fábrica da Stellantis em Porto Real (RJ) e a unidade da Nissan em Resende (RJ), separadas apenas pelo rio Paraíba do Sul.
A Quatro Rodas aponta que as duas fábricas têm algo em comum: capacidade ociosa significativa. Em Porto Real, onde saem o Citroën C3, o Aircross, o Basalt e o Jeep Avenger, a planta comporta até 180 mil unidades por ano em três turnos, mas produzia menos de 70 mil antes da chegada do Avenger. Em Resende, a situação é parecida: a fábrica tem capacidade para 200 mil carros anuais, mas opera na casa dos 90 mil com o Kicks e o Kait.
A relação da DFM com as duas montadoras não é nova. Conforme destaca a Quatro Rodas, a Stellantis já está estruturando uma joint-venture com a Dongfeng para fabricação e venda da submarca de luxo Voyah no Brasil, além de projetos de desenvolvimento conjunto em andamento. Já com a Nissan, a parceria é ainda mais antiga: as duas empresas mantêm uma das maiores joint-ventures da China há décadas, produzindo veículos Nissan e Infiniti para o mercado local. Modelos nascidos dessa colaboração, como a Frontier Pro híbrida plug-in e uma nova família de elétricos com o nome Nissan, já circulam em testes no Brasil e podem chegar ao mercado até 2027, segundo a publicação.
O plano inicial da DFM é montar veículos importados no regime CKD — desmontados — para depois avançar na nacionalização de componentes, processo que se torna mais viável se a parceira local também fabricar carros sobre a mesma plataforma, conforme a Quatro Rodas. A iniciativa segue uma tendência mais ampla: a revista lembra que GAC, MG e Geely também estão usando ou comprando fábricas de terceiros no Brasil para driblar impostos de importação e ampliar vendas sem depender exclusivamente de carros trazidos prontos da China.
Fontes
Notícias relacionadas
OutrosCinco carros que entregam mais do que custam, segundo a Auto+
Lista aponta modelos de diferentes segmentos que se destacam pelo custo-benefício no mercado brasileiro.
OutrosCitroën Aircross Shine: o SUV de sete lugares mais barato do Brasil tem preço a pagar além do dinheiro
Avaliação aponta que o modelo entrega espaço generoso, mas compromete segurança e qualidade de acabamento para manter o custo baixo.
Preços & FIPECitroën Basalt Dark Edition cai para R$ 99.990 com isenções para taxistas
Desconto de R$ 29.900 coloca a versão turbo automática abaixo da barreira dos seis dígitos para profissionais elegíveis ao Move Brasil.
ElétricosCitroën 2CV ressuscita como elétrico com preço de carro popular na Europa
Ícone francês que saiu de linha em 1990 deve voltar em versão 100% elétrica custando menos de 15 mil euros no mercado europeu.
Preços & FIPECitroën Aircross XTR cai R$ 46.600 para taxistas e fica apenas R$ 10.400 acima do Tracker Lite
Com isenção de IPI e ICMS pelo Move Brasil, o SUV de sete lugares da Citroën chega a R$ 109.890 e estreita a disputa com o rival da Chevrolet.
LançamentosCitroën lança versão Outdoor para C3 e C3 Aircross na Europa com visual aventureiro e preço a partir de € 23.200
Nova edição especial chega ao mercado europeu com elementos visuais exclusivos que reforçam o apelo off-road dos dois compactos da marca francesa.


