Falta de navios-cegonha ameaça exportação de elétricos chineses e setor improvisa com contêineres
Adaptações logísticas já permitem transportar mais de mil veículos por viagem em embarcações convencionais.
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A explosão das exportações de veículos elétricos fabricados na China criou um gargalo inesperado: faltam navios-cegonha — os chamados PCTCs (Pure Car and Truck Carriers) — para dar conta do volume. Segundo o Notícias Automotivas, o setor logístico passou a recorrer a soluções alternativas, como contêineres adaptados e racks especiais instalados em navios de carga convencional, para não deixar os carros encalhados nos pátios das montadoras.
Como aponta o Notícias Automotivas, cada viagem realizada com esse tipo de configuração improvisada já é capaz de transportar mais de 1.000 veículos por travessia — um número expressivo considerando que a infraestrutura original não foi projetada para esse fim. A adaptação exige engenharia específica para fixação e proteção das carrocerias durante o transporte marítimo, elevando custos operacionais e tempo de preparação das cargas.
O problema tem raiz estrutural: a frota global de navios especializados no transporte de automóveis não cresceu na mesma velocidade que a demanda gerada pela indústria chinesa, que nos últimos anos ultrapassou o Japão e a Alemanha em volume de exportações. De acordo com o Notícias Automotivas, a disputa por espaço nessas embarcações se tornou tão acirrada que montadoras e exportadoras passaram a fechar contratos de longo prazo para garantir capacidade de frete, pressionando ainda mais os preços do setor.
O cenário reforça que a competitividade dos elétricos chineses no mercado global não depende apenas de bateria, preço ou autonomia — como destaca o Notícias Automotivas —, mas também da capacidade de resolver desafios logísticos complexos que ficam longe dos holofotes das feiras de tecnologia e dos lançamentos de novos modelos.
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