Financiar carro zero pode sair mais barato do que comprar um seminovo parcelado
Simulação com o VW Polo Track mostra que juros menores do zero-km reduzem a diferença final em relação ao usado.
Toque pra navegar · resumo gerado dos dados da matéria
O Brasil bateu recorde de financiamentos de veículos em 2025, chegando a 7,3 milhões de unidades, mesmo com a Selic em 15% ao ano — alta de 2% sobre 2024 e o melhor resultado desde 2011, segundo a Quatro Rodas, que cita levantamento da B3. Os usados lideraram, com 4,6 milhões de unidades financiadas, contra 2,6 milhões de zero-quilômetros. Mas será que o seminovo realmente compensa na hora de parcelar?
A Quatro Rodas realizou uma simulação com o Volkswagen Polo Track para responder essa pergunta. Um exemplar 2024/2025, adquirido via Movida Seminovos com taxa de 3,11% ao mês, custa R$ 74.800 à vista. Com 60% de entrada (R$ 44.880) e 60 parcelas, o comprador desembolsa R$ 1.107 por mês, totalizando R$ 111.300. Já o modelo zero-km 2026, a R$ 95.490, tem taxa de 1,97% ao mês pela concessionária: com entrada de R$ 57.294, as parcelas caem para R$ 1.090, e o total chega a R$ 122.745. A diferença final entre os dois é de apenas R$ 11.445 — proporcionalmente pequena para quem está comprometendo dezenas de milhares de reais.
A explicação está nos juros subsidiados. Conforme a Quatro Rodas aponta, Cíntia Falcão, diretora executiva da Acrefi, explica que "o financiamento de banco de montadora acaba sendo um pouco mais barato porque tem juros subsidiados", enquanto veículos mais antigos ou com garantia menos sólida elevam as taxas cobradas por instituições mais nichadas. Dados do Banco Central, citados pela reportagem, mostram que a taxa média para financiamento de veículos é de 1,97% ao mês, mas pode chegar a 3,28% ao mês — dependendo do perfil do comprador e do estado do carro.
Outro fator decisivo é o score de crédito do consumidor: a Quatro Rodas destaca que bancos podem negar o crédito ou exigir entrada maior dependendo do histórico do solicitante. Além disso, o zero-km leva vantagem por não exigir gastos imediatos com manutenção, enquanto o seminovo pode demandar troca de óleo, filtros e outros serviços logo nos primeiros meses. A conclusão prática é que, antes de assinar qualquer contrato, vale fazer a conta completa — algo que, como sugere a própria Quatro Rodas no título original da matéria, nem sempre interessa às instituições financeiras.
Fontes
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