Ghosn afirma que só retornaria à Nissan como CEO; investidores pressionam empresa em assembleia anual
Ex-executivo, foragido da Justiça japonesa, coloca condição para eventual volta à montadora enquanto acionistas exigem explicações sobre a crise da marca.

Carlos Ghosn não abre mão de protagonismo. Segundo o Notícias Automotivas, o ex-presidente da Nissan afirmou publicamente que só cogitaria retornar à montadora japonesa caso fosse para assumir novamente o comando máximo da empresa, ou seja, o posto de CEO. A declaração reacende um capítulo que a Nissan claramente preferia manter encerrado.
O timing da fala não poderia ser mais delicado. Conforme aponta o Notícias Automotivas, a Nissan realizou sua assembleia anual de investidores em meio a um ambiente de forte insatisfação entre os acionistas, que cobraram da diretoria respostas claras sobre os rumos da companhia. A marca enfrenta uma combinação de queda de vendas, margens pressionadas e incertezas estratégicas que têm corroído a confiança do mercado.
Ghosn, que fugiu do Japão em 2019 enquanto aguardava julgamento por acusações de irregularidades financeiras — o que ele sempre negou —, atualmente vive no Líbano, fora do alcance da Justiça japonesa. Segundo o Notícias Automotivas, a postura do executivo de se colocar como solução para a crise da Nissan é vista com ceticismo, dado o peso jurídico e reputacional que carrega seu nome. Para os investidores reunidos na assembleia, no entanto, o problema imediato é outro: querem saber o que a gestão atual pretende fazer para estabilizar a empresa.
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