GM propõe tarifa reduzida para importados elétricos apenas para montadoras que produzam 100 mil carros no Brasil
Montadora americana defende modelo inspirado no México para equilibrar abertura do mercado de eletrificados com proteção à indústria local.
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A General Motors entrou no debate sobre a tributação de veículos elétricos importados com uma proposta concreta: segundo o Notícias Automotivas, a montadora americana defende que tarifas reduzidas na importação de eletrificados só sejam concedidas a fabricantes que produzam ao menos 100 mil carros por ano no Brasil e importem no máximo 20 mil unidades. O modelo seria inspirado no sistema adotado pelo México, que vincula benefícios fiscais a compromissos reais de produção local.
A sugestão chega em meio a um racha entre a Anfavea — associação que reúne as montadoras tradicionais instaladas no país — e a BYD, que recebeu incentivos governamentais para se instalar no Brasil, conforme aponta o Notícias Automotivas. Para as fabricantes já estabelecidas, permitir importações baratas sem contrapartida industrial equivale a subsidiar a concorrência às custas de quem já emprega e investe no território nacional.
A lógica da GM é criar um mecanismo de reciprocidade: quem quer vender elétrico barato no Brasil precisa também fabricar em volume significativo por aqui. De acordo com o Notícias Automotivas, a proposta busca evitar que a abertura do mercado de eletrificados se torne uma porta de entrada para montadoras que operam apenas como importadoras, sem gerar empregos ou transferência de tecnologia ao país.
O debate ainda está longe de um consenso. O governo federal precisa equilibrar o interesse em popularizar os veículos elétricos — o que favorece tarifas menores — com a pressão da indústria instalada, que teme perder competitividade para marcas asiáticas com estrutura de custos muito inferior. A proposta da GM, segundo o Notícias Automotivas, deve ser apresentada formalmente nas discussões em curso sobre a política automotiva brasileira.
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