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Mecânico italiano transforma Fiat Panda 1993 no carro mais estreito do mundo — com apenas 50 cm de largura

Andrea Marazzi passou um ano reconstruindo um Panda até chegar a 50,20 cm de largura, feito reconhecido pelo Guinness World Records e confirmado também pelo Motor1 Brasil

Atualizada em 14 de setembro de 2026 às 17:01· 3 fontes· 50 leituras
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GUINNESS WORLD RECORDS

O Fiat Panda mais estreito do mundo existe de verdade

Mecânico italiano levou um ano para transformar um Panda 1993 no carro dirigível mais fino já registrado.

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Um mecânico italiano conseguiu o que muita gente imaginou ser montagem digital: construir um carro que realmente anda com apenas meio metro de largura. Segundo a Autoesporte, Andrea Marazzi — que trabalha no ferro-velho da família em Bagnolo Cremasco, na Itália — passou cerca de um ano desmontando, cortando e reconstruindo um Fiat Panda de 1993 até chegar a uma largura de exatos 50,20 centímetros, menos de um terço dos aproximadamente 1,46 metro do modelo original. O feito foi reconhecido pelo Guinness World Records como o carro dirigível mais estreito do mundo — título confirmado também pelo Motor1 Brasil, que destaca a entrada do veículo para o Livro dos Recordes.

A Autoesporte destaca que Marazzi usou o próprio tórax como régua antes de começar os cortes, garantindo que o habitáculo coubesse ao menos um condutor — ainda que de forma bastante apertada. Boa parte das peças originais do Panda foi reaproveitada: rodas, portas, teto e partes dos bancos foram adaptados à nova carroceria, enquanto o motor a gasolina deu lugar a um conjunto elétrico movido por duas baterias de 12 volts. O veículo resultante pesa cerca de 264 kg, mede aproximadamente 3,40 metros de comprimento — com altura de 1,45 m preservada, conforme aponta a Quatro Rodas — e alcança velocidade máxima de 15 km/h, com autonomia de até 25 km por carga.

A Quatro Rodas explica que a velocidade máxima limitada a 15 km/h não é uma escolha arbitrária: a bitola de apenas meio metro compromete a estabilidade lateral em curvas, tornando qualquer velocidade mais elevada um risco físico real. O sistema de direção e o conjunto de eixos precisaram ser completamente adaptados para que o carro consiga esterçar, frear e andar tanto para a frente quanto em marcha à ré com a estrutura encurtada.

De frente, conforme aponta a Autoesporte, há espaço para apenas um farol — o que faz o carro parecer mais uma ilustração do que um automóvel real. A Quatro Rodas acrescenta que a posição de dirigir passou a ser totalmente centralizada, com volante modificado e pedais reposicionados para acomodar o condutor na cabine comprimida. O projeto não tem homologação para circular em vias públicas e foi concebido para exposições e eventos.

A estreia aconteceu no Panda a Pandino, festival italiano dedicado ao modelo da Fiat, onde o carro de Marazzi roubou a cena entre centenas de exemplares convencionais. A Autoesporte ressalta que o projeto viralizou nas redes sociais justamente porque muitos espectadores suspeitaram de manipulação digital ou geração por inteligência artificial — até perceberem que o veículo existe de verdade e, mais importante, anda. A Quatro Rodas observa que, mesmo sem utilidade prática para o trânsito diário, a criação demonstra a flexibilidade estrutural da plataforma original do Panda, e o modelo segue como atração em eventos automotivos e feiras de colecionadores na Europa.

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