Leilões de carros clássicos batem recordes no exterior e ganham força no Brasil
Enquanto Monterey registra US$ 380 milhões em vendas, plataformas nacionais crescem e enfrentam o preconceito do consumidor brasileiro.
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O mercado internacional de leilões de carros clássicos vive um momento de euforia. Segundo o Jornal do Carro, a RM Sotheby's encerrou a 29ª edição do Monterey Auction com US$ 380 milhões em vendas — um recorde para o evento. No mesmo dia e no mesmo evento californiano, a Gooding Christie's vendeu um Shelby Cobra Daytona 1964 por US$ 42,9 milhões, tornando-o o carro americano mais caro já negociado em leilão. Gord Duff, presidente da RM Sotheby's, celebrou o resultado: o Jornal do Carro o cita afirmando que o evento foi "uma demonstração incrível do potencial atual do mercado".
No Brasil, o cenário ainda é modesto em volume, mas o Jornal do Carro aponta que o setor vive seu melhor momento. O museu Carde, inaugurado em novembro de 2024 em Campos do Jordão (SP), já movimentou mais de R$ 60 milhões em três leilões. Para Luiz Goshima, diretor do espaço, o carro clássico deixou de ser apenas objeto de nostalgia: segundo o Jornal do Carro, ele o descreve hoje como "um investimento resiliente a grandes flutuações", além de porta de entrada para networking entre entusiastas.
A pandemia acelerou a migração dos leilões para o ambiente digital. O Jornal do Carro revela que José Paulo Parra, organizador do Circuito de Leilões, estima que 70% das vendas já ocorrem online. Nesse contexto, surgiu o Buzeena, plataforma inspirada nos americanos Cars&Bids e Bring a Trailer, que aposta em leilões exclusivamente virtuais e, de acordo com o Jornal do Carro, negocia com um banco a oferta de financiamento para compradores — lacuna histórica do segmento.
O principal obstáculo, contudo, ainda é cultural. O Jornal do Carro destaca que Joel Augusto Picelli, da Picelli Leilões, aponta o preconceito do consumidor como o maior freio ao crescimento: muitos ainda associam leilão a veículos sinistrados ou problemáticos. Para ele, o leilão é, na prática, o mecanismo mais transparente de precificação de clássicos — já que, na ausência de uma tabela como a Fipe para esse segmento, o preço final reflete exatamente o que o mercado está disposto a pagar.
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