McLaren revela novo logotipo inspirado em posto de gasolina da família fundadora
Nova identidade visual resgata referência anterior à própria fundação da marca, em 1963, e unifica as divisões automotiva e de corrida sob um mesmo símbolo.

A McLaren apresentou um novo logotipo que, segundo o Motor1 Brasil, tem inspiração direta no passado da família fundadora da marca. A mudança representa uma virada simbólica para a montadora britânica, que busca consolidar sua imagem antes de uma fase de expansão de produtos.
De acordo com o Motor1 Brasil, o novo símbolo foi desenvolvido para unificar os dois braços da empresa — a divisão automotiva, responsável pelos superesportivos de rua, e a de competição, ligada à Fórmula 1 e outras categorias do automobilismo. Até então, as duas frentes operavam com identidades visuais distintas, o que fragmentava a percepção da marca globalmente.
A Quatro Rodas aponta que o novo logotipo é ainda mais antigo do que a própria McLaren: ele existe antes mesmo da fundação da empresa, em 1963. Segundo a publicação, as equipes responsáveis pelo rebranding mergulharam em arquivos históricos para resgatar símbolos, histórias e detalhes de design que marcaram os primeiros anos de Bruce McLaren, desde sua terra natal, a Nova Zelândia, até a marca global que a empresa se tornou.
A inspiração concreta, conforme a Quatro Rodas, veio da placa do posto de gasolina da família de Bruce em Remuera, Auckland — hoje a maior cidade neozelandesa. O estabelecimento, de propriedade dos pais de Bruce, Les e Ruth McLaren, funcionou entre 1936 e 1968 e foi palco de um momento histórico: foi lá que Bruce, aos 14 anos, reconstruiu com o pai um Austin 7 Ulster de 1929, carro que o levaria à sua primeira vitória nas corridas. "Recriando essa identidade para os dias de hoje, ela reconecta a McLaren com suas origens, ao mesmo tempo em que confere à marca uma linguagem visual confiante para o futuro", afirmou a McLaren em nota citada pela Quatro Rodas.
Além do novo logotipo, a Quatro Rodas destaca que elementos consagrados da identidade da marca serão preservados: o Speedmark, um dos símbolos mais reconhecíveis da McLaren, permanece, assim como o Speedy Kiwi, homenagem às raízes neozelandesas de Bruce McLaren. A cor Laranja Papaya também segue, mas será acompanhada por uma paleta expandida inspirada em momentos marcantes da história da marca.
O primeiro modelo a exibir a nova identidade visual será o McLaren P50 — codinome interno do conceito McL 6GT —, revelado em agosto de 2026 durante a Monterey Car Week e previsto para produção em 2028, conforme a Quatro Rodas. O carro é o primeiro da marca com câmbio manual desde o lendário F1, de 1992.
O rebranding chega em momento estratégico. Como aponta o Motor1 Brasil, a McLaren se prepara para lançar seu primeiro SUV, movimento que ampliará significativamente seu alcance comercial. A Quatro Rodas acrescenta que o modelo faz parte de um programa de investimento de £ 500 milhões — cerca de R$ 3,4 bilhões — voltado à fabricação de carros e engenharia no Reino Unido. A nova identidade visual funciona, portanto, como um elo entre a tradição da marca e sua expansão futura, sinalizando que a essência ligada à performance e ao automobilismo permanece intacta mesmo com a diversificação do portfólio.
Fontes
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