Mexer na tela do carro enquanto dirige pode custar até R$ 293 e 7 pontos na CNH
Legislação brasileira já prevê punições severas para quem usa a central multimídia de forma inadequada ao volante, e estudos mostram que a distração pode ser mais perigosa do que beber ou enviar mensagens.
Toque pra navegar · resumo gerado dos dados da matéria
Telas grandes viraram padrão nos carros modernos, mas o hábito de mexer nelas enquanto se dirige pode sair caro. A Quatro Rodas aponta que o uso inadequado da central multimídia durante a condução está sujeito a diferentes enquadramentos no Código de Trânsito Brasileiro, com penalidades que variam de R$ 88,38 e três pontos na CNH até R$ 293,47 e sete pontos, dependendo da gravidade da infração cometida.
Segundo a Quatro Rodas, reproduzir vídeos — seja por streaming, YouTube ou TV digital — com o veículo em movimento é considerado infração grave, resultando em multa de R$ 195,23 e cinco pontos na habilitação. Já interagir com o celular espelhado na tela para tarefas como digitar mensagens equivale ao uso do aparelho na mão: infração gravíssima, com multa de R$ 293,47 e sete pontos. Para os casos mais brandos, como simplesmente desviar a atenção da via, o enquadramento recai sobre o artigo 169 do CTB, que pune a falta de atenção ao volante com R$ 88,38 e três pontos. A publicação lembra ainda que resoluções do Contran obrigam as montadoras a instalar bloqueios automáticos que cortam o vídeo assim que o carro começa a se mover — mas desbloqueios paralelos no mercado burlam essa exigência.
O risco vai além da multa. A Quatro Rodas destaca pesquisa encomendada pela Federação Internacional de Automobilismo (FIA) à organização britânica IAM RoadSmart, que mediu o impacto das interfaces de tela sensível ao toque no tempo de reação dos motoristas. Os resultados são alarmantes: os condutores chegam a tirar os olhos da estrada por até 16 segundos ao operar essas telas, o que reduz em cerca de 50% a capacidade de reagir a imprevistos — desempenho pior do que o registrado sob efeito de álcool ou durante o envio de mensagens de texto. A tendência da indústria de eliminar botões físicos para funções como ar-condicionado e modos de condução agrava ainda mais o problema, forçando o motorista a olhar para a tela com mais frequência.
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