Minicarros elétricos viram febre nas ruas, mas especialistas alertam para riscos
Veículos de baixa velocidade, populares nas redes sociais, circulam sem registro, seguro ou habilitação — e preocupam autoridades de trânsito.
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Pequenos, baratos e com visual que lembra mais um brinquedo do que um automóvel de verdade: os minicarros elétricos viraram moda nas ruas brasileiras. Segundo o UOL Carros, esses veículos de baixa velocidade têm ganhado espaço especialmente em cidades do interior e em condomínios, mas também aparecem cada vez mais em vias públicas de centros urbanos — o que levanta uma série de alertas sobre segurança e legalidade.
O problema central, conforme aponta o UOL Carros, é que a maioria desses minicarros não possui registro no Detran, não exige habilitação do condutor e circula sem qualquer cobertura de seguro obrigatório. Isso significa que, em caso de acidente, tanto o motorista quanto pedestres e outros veículos ficam completamente desprotegidos do ponto de vista legal e financeiro. A ausência de normas claras para essa categoria de veículo cria uma zona cinzenta perigosa no trânsito brasileiro.
Do ponto de vista estrutural, o UOL Carros destaca que esses veículos não passam pelos mesmos testes de segurança exigidos para automóveis convencionais homologados pelo Inmetro. Sem airbags, com carroceria frágil e freios de capacidade limitada, eles oferecem proteção mínima em colisões — mesmo em baixas velocidades. A popularidade nas redes sociais, no entanto, continua impulsionando as vendas, muitas vezes para famílias que os adquirem como opção de lazer ou mobilidade urbana sem compreender os riscos envolvidos.
A discussão sobre regulamentação ainda engatinha no Brasil. Enquanto países europeus já possuem categorias específicas para quadriciclos leves com regras bem definidas, por aqui o tema segue sem solução clara. Segundo o UOL Carros, o crescimento desse mercado pressiona órgãos como o Contran e o Denatran a definirem critérios mínimos de segurança, emplacamento e habilitação para que esses veículos possam circular de forma legal e responsável nas vias públicas.
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