Renault Niagara não terá diesel: plataforma incompatível e demanda baixa explicam a decisão
Vice-presidente da Renault revela os bastidores da escolha e adianta versão híbrida para 2027.
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A ausência de motor diesel na Renault Niagara não foi por acaso. Segundo a Auto+, Jan Pteck, vice-presidente de veículos comerciais da Renault, confirmou em entrevista coletiva com jornalistas brasileiros que a ideia chegou a ser estudada internamente — mas foi abandonada. O executivo argumentou que, nesse segmento de picapes intermediárias, o volume de vendas com motores a diesel é relativamente pequeno, citando como exemplo o desempenho comercial da Fiat Toro, cujas versões flex superam as diesel em emplacamentos.
Há ainda um obstáculo técnico relevante. Conforme aponta a Auto+, a plataforma RGMP, base da Niagara, nunca foi projetada para receber motorização a diesel. Para cumprir a legislação brasileira — que exige tração 4×4 e capacidade de carga mínima de 1.000 kg em picapes a diesel —, a Renault precisaria redesenhar suspensão e estrutura do modelo. A Niagara tem tração integral, mas sua caçamba suporta apenas 654 kg, bem abaixo do exigido por lei.
Para preencher o espaço deixado pelo diesel, a marca aposta em eletrificação. A Auto+ informa que uma versão híbrida está prevista para 2027, combinando o motor 1.3 turbo de quatro cilindros com um sistema elétrico inédito no Brasil — diferente de qualquer tecnologia já usada pela Renault na Europa. O conjunto funcionará como um HEV de verdade, já que o motor elétrico será capaz de mover as rodas de forma independente, embora a arquitetura seja mais simples e acessível do que os sistemas híbridos convencionais do mercado.
O próprio Pteck resumiu a aposta, segundo a Auto+: a versão híbrida deve entregar autonomia e torque comparáveis aos de um diesel, mas com a flexibilidade de rodar com combustível flex — uma proposta que, na visão da Renault, dispensa o óleo diesel para esse perfil de cliente.
Fontes
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