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Stellantis desmonta carros sinistrados para reaproveitar peças na linha de reposição

Unidade em Osasco (SP) já processou mil veículos e devolveu mais de 8 mil componentes ao mercado em menos de um ano de operação.

Atualizada em 14 de setembro de 2026 às 17:15· 2 fontes· 24 leituras
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ECONOMIA CIRCULAR

Stellantis desmonta carros sinistrados para reaproveitar peças

Unidade em Osasco (SP) já completa quase um ano com resultados expressivos no mercado de reposição.

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Um carro sinistrado ou fora de uso pode ter uma segunda vida — não nas ruas, mas dentro da cadeia produtiva. É essa a lógica da Circular Autopeças, unidade instalada em Osasco (SP) e inaugurada pela Stellantis em agosto de 2024. Segundo o AutoInforme, a operação completa um ano de atividade com resultados que chamam atenção: mil veículos desmontados, cerca de 740 toneladas de materiais encaminhados à reciclagem e mais de 8 mil peças reinseridas no mercado de reposição.

O processo, conforme detalha o AutoInforme, vai além de simplesmente retirar componentes de um carro. Antes de qualquer desmontagem, o veículo passa por etapas de extração e descarte adequado de fluidos. Em seguida, cada peça é avaliada individualmente para definir se vai ao mercado de reposição ou à reciclagem. Materiais como aço, alumínio, plástico e cobre retornam à cadeia produtiva, reduzindo a demanda por matéria-prima virgem.

A capacidade instalada da unidade, ainda de acordo com o AutoInforme, é de até 8 mil veículos por ano — número que evidencia o potencial de escala do modelo. A operação segue regras de rastreabilidade previstas para o setor, o que dá mais segurança tanto para quem compra a peça usada quanto para o mercado como um todo. Durante evento comemorativo de um ano, jornalistas acompanharam o processo de perto e participaram da desmontagem de um veículo.

A iniciativa representa uma mudança de perspectiva sobre o carro que chega ao fim da vida útil: em vez de tratado como sucata, ele passa a ser visto como um conjunto de componentes com valor remanescente. Para a Stellantis, o projeto se encaixa na chamada economia circular — conceito que busca prolongar o ciclo de uso dos materiais e diminuir o volume de resíduos gerados pela indústria automotiva.

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