Clube do Torque
Tecnologia

Toyota anuncia Hilux a hidrogênio para 2028 com autonomia de 399 km e reboque de 2,5 t

Montadora japonesa confirma versão FCEV da picape para a Europa e redireciona sua estratégia de células de combustível para veículos comerciais, abandonando o segmento de passeio no curto prazo.

Atualizada em 19 de setembro de 2026 às 13:04· 3 fontes· 65 leituras
trokdcarro
Notícia
HIDROGÊNIO

Hilux movida a hidrogênio chega em 2028

Toyota reorienta sua aposta e foca células de combustível em veículos comerciais e picapes.

trokdcarro
deslize →

Toque pra navegar · resumo gerado dos dados da matéria

A Toyota está mudando o rumo de sua aposta no hidrogênio. Segundo o Notícias Automotivas, a montadora japonesa decidiu concentrar o desenvolvimento da tecnologia de células de combustível em veículos comerciais — caminhões, vans e picapes —, abrindo mão de empurrar essa propulsão para carros de passeio no curto prazo. O principal símbolo dessa virada é a Hilux movida a hidrogênio, cuja chegada ao mercado foi confirmada para 2028, conforme aponta o Jornal do Carro.

A versão equipada com célula de combustível será vendida na Europa e integrará uma linha que já inclui motor a diesel, sistema híbrido leve e uma variante totalmente elétrica, segundo o Jornal do Carro. O Notícias Automotivas precisa os números da meta: autonomia de 399 km no ciclo WLTP e capacidade de reboque de até 2.500 kg — desempenho que supera o da Hilux elétrica, cuja autonomia é de 257 km e cuja capacidade de reboque varia entre 1.600 kg e 2.000 kg dependendo da configuração, conforme destaca o Jornal do Carro. Um dos argumentos centrais da tecnologia é o tempo de abastecimento: o Jornal do Carro aponta que a Hilux FCEV poderá ser reabastecida com hidrogênio em cerca de cinco minutos, bem menos do que o necessário para recarregar uma bateria de grande capacidade.

Essa vantagem, porém, esbarra na infraestrutura. O Jornal do Carro lembra que há atualmente apenas 179 estações de abastecimento de hidrogênio em operação na Europa e no Reino Unido, segundo o European Hydrogen Observatory — um dos maiores gargalos para a adoção em larga escala da tecnologia.

A lógica por trás da decisão, conforme aponta o Notícias Automotivas, está nos números: os custos de produção e armazenamento do hidrogênio ainda são proibitivos para o segmento popular, mas se tornam mais justificáveis quando diluídos em frotas comerciais de alto volume de quilometragem. A infraestrutura de abastecimento também é mais viável de ser construída em rotas fixas de transporte de carga do que em postos espalhados por cidades para uso individual.

A picape é um terreno estratégico para a Toyota testar essa transição. A Hilux já é um dos modelos mais vendidos em mercados emergentes, incluindo o Brasil, o que dá à montadora uma base de clientes corporativos e rurais potencialmente receptiva a uma versão de emissão zero. O Notícias Automotivas destaca que a empresa enxerga nos veículos de trabalho o ambiente ideal para amadurecer a tecnologia antes de qualquer expansão para outros segmentos.

O projeto não é exatamente novo. O Jornal do Carro lembra que o primeiro protótipo da Hilux com células de combustível — derivadas do sedã Mirai — foi apresentado em 2022, e que em 2024 a Toyota construiu dez unidades de pré-série para testes no Reino Unido. Esses protótipos utilizavam três tanques de hidrogênio integrados ao chassi de longarinas, uma bateria de íons de lítio sob a caçamba e um motor elétrico traseiro de 182 cv e 30 kgfm de torque, com autonomia de aproximadamente 600 km. O Jornal do Carro ressalva, porém, que esses números pertencem às versões de teste e não foram confirmados para o modelo de produção.

Do ponto de vista visual, o Jornal do Carro destaca que o primeiro teaser divulgado pela Toyota revela uma identidade própria para a Hilux FCEV, com luzes diurnas formadas por segmentos. A imagem, no entanto, não permite identificar se haverá alterações maiores na carroceria em relação à versão elétrica, que já adota para-choque específico e grade frontal fechada.

O movimento da Toyota reflete um realinhamento mais amplo da indústria em relação ao hidrogênio: após anos de promessas para o mercado de massa, as montadoras passaram a reconhecer que a tecnologia precisa primeiro provar seu valor onde faz mais sentido econômico e operacional. A aposta na Hilux a hidrogênio para 2028, segundo o Notícias Automotivas, é a forma encontrada pela empresa de manter a tecnologia viva sem queimar capital em um segmento ainda sem infraestrutura mínima.

Fontes

Notícias relacionadas

Toyota anuncia Hilux a hidrogênio para 2028 com autonomia de 399 km e reboque de 2,5 t | Notícias TROKDCARRO | TROKDCARRO