Trump afrouxou metas de consumo nos EUA e pode encarecer a vida do motorista americano no posto
Governo reduziu a exigência média de eficiência das frotas de 50,4 para 34,9 milhas por galão até 2031, aliviando montadoras mas aumentando o gasto projetado com combustível.
Toque pra navegar · resumo gerado dos dados da matéria
O governo Donald Trump finalizou nesta segunda-feira (28) uma reviravolta na política automotiva americana: a meta média de eficiência de combustível exigida das montadoras para 2031 caiu de 50,4 para 34,9 milhas por galão, segundo a Auto+. Não se trata de um ajuste de prazo — é uma mudança de direção. Enquanto Europa e China seguem pressionando suas indústrias rumo à eletrificação, Washington vai no sentido oposto.
As regras da Corporate Average Fuel Economy (CAFE) funcionam pela média da frota de cada fabricante, levando em conta tamanho e categoria dos veículos. Na prática, conforme aponta a Auto+, o que muda é o quanto empresas como Ford, GM e Stellantis precisam compensar suas picapes e SUVs de grande porte com modelos mais eficientes dentro do próprio portfólio. Com a nova meta, essa pressão cai consideravelmente — e, segundo cálculos divulgados pelo governo e reportados pela Reuters, as montadoras poderiam economizar cerca de US$ 60,6 bilhões em tecnologia até 2031. Só a General Motors teria uma redução estimada de US$ 20,4 bilhões.
A justificativa oficial, destacada pela Auto+, é que as novas regras devem reduzir em aproximadamente US$ 1.300 o custo médio de produção de cada veículo novo e gerar uma economia de US$ 138 bilhões para os americanos nos próximos cinco anos. Trump defendeu a medida dizendo que permitirá às fabricantes produzir os carros que os consumidores realmente querem. O problema, como a própria análise da NHTSA citada pela Auto+ reconhece, é que a economia na compra pode não chegar integralmente ao consumidor — afinal, montadoras como Ford e GM respondem a acionistas, não a obrigações de repasse. E o mesmo estudo governamental projeta que o gasto com combustível ao longo da vida útil de cada carro deve crescer mais de US$ 1.600, com o consumo total da frota americana subindo cerca de 4,6% até 2050 em relação ao cenário anterior.
Fontes
Notícias relacionadas
RegulaçãoFord abre recall da Ranger 2027 2.0 por risco de vazamento no freio; veja os três chassis afetados
Apenas três unidades produzidas em 1º de junho de 2026 estão convocadas; falha no tubo do cilindro mestre pode comprometer a frenagem e elevar o risco de acidente.
Governo aplica multas acima de R$ 700 milhões e endurece punições contra abusos nos preços dos combustíveis
Novas medidas incluem operação nacional de fiscalização, 70 processos administrativos e penalidades de até R$ 500 milhões por infração.
Gasolina E35: o que muda de verdade no seu carro com mais etanol na mistura
Aprovada em lei desde 2024, a gasolina com 35% de álcool ainda não chegou aos postos — mas já gerou onda de desinformação que precisa ser desfeita.
RegulaçãoA gasolina do seu posto não é a mesma usada pelo Inmetro nos testes de consumo
Diferença na composição do combustível de referência e da gasolina comercial explica por que a autonomia real do carro quase nunca bate com o número oficial divulgado pelas montadoras.
RegulaçãoGrupo Volkswagen chama 4 milhões de carros para recall por risco de corrosão na direção
Parafuso do sistema de direção pode se deteriorar e comprometer o controle do veículo em modelos de várias marcas do grupo alemão.
RegulaçãoApp CNH do Brasil não resolve tudo: veja o que ainda exige ida ao Detran
Apesar da digitalização dos serviços de habilitação, etapas como biometria, provas e alterações cadastrais continuam exigindo presença física.

