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BYD Dolphin Mini 2ª geração abandona painel de instrumentos e chega maior, com tração traseira e mais potência

Imagens registradas no Ministério da Indústria e Tecnologia da Informação da China revelam uma segunda geração radicalmente diferente: sem cluster digital, com motor traseiro de 129 cv e entre-eixos que supera o do Jeep Renegade

Atualizada em 28 de setembro de 2026 às 17:01· 2 fontes· 70 leituras
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DESIGN & TECNOLOGIA

Painel de instrumentos some no novo Dolphin Mini

Segunda geração do hatch elétrico da BYD aposta em tela central única — sem cluster atrás do volante.

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O BYD Dolphin Mini chega à sua segunda geração com uma mudança radical na cabine: segundo a Motor1 Brasil, o novo interior abandona completamente o painel de instrumentos tradicional, adotando a tela central como único elemento de interface digital para o motorista — solução que lembra o caminho trilhado pela Tesla em modelos como o Model 3.

A Auto+ reforça que a ausência do cluster atrás do volante é uma das apostas mais ousadas da BYD para modernizar o visual interno do modelo. Conforme a publicação, o multimídia assume posição fixa e perde a função giratória, seguindo a nova linguagem da marca, enquanto o console central foi redesenhado em dois níveis, incorporando carregador de smartphone por indução. O seletor de marchas migrou para a coluna de direção, liberando espaço útil no console.

A Motor1 Brasil destaca que a concentração de informações em um único display ainda gera debate entre os consumidores: enquanto alguns elogiam a limpeza visual do painel, outros sentem falta de ter velocidade e autonomia diretamente à frente dos olhos, sem precisar desviar o olhar para o centro do console.

Muito maior e com tração traseira

As mudanças vão muito além da tela. Segundo a Auto+, as imagens foram registradas pelo Ministério da Indústria e Tecnologia da Informação da China (MIIT), com apresentação oficial prevista para as próximas semanas. O compacto cresceu 43 centímetros no comprimento — de 3,78 m para 4,21 m —, e a distância entre-eixos avançou de 2,50 m para 2,65 m. A Auto+ aponta que essa medida iguala o do Geely EX2, atual líder de vendas na China, e supera os 2,56 m do Jeep Renegade.

A maior transformação técnica, ainda de acordo com a Auto+, está no reposicionamento do powertrain: ao instalar o motor elétrico no eixo traseiro, a BYD liberou espaço na dianteira para um compartimento de bagagens frontal (frunk) e substituiu o eixo de torção por uma suspensão independente multilink, solução que eleva a dirigibilidade. O novo propulsor, desenvolvido pela própria BYD, entrega 129 cv — ante os 75 cv do modelo atual e os 116 cv do rival da Geely —, e eleva a velocidade máxima de 130 km/h para 150 km/h. A bateria ainda é mantida em segredo pela marca, mas a Auto+ informa que o novo pacote utilizará a tecnologia Blade, prometendo maior capacidade energética e autonomia estendida.

No exterior, a Auto+ descreve para-choques redesenhados, vincos mais pronunciados nas laterais e faróis maiores.

Estratégia para o Brasil

Apesar de toda a transformação, a nova geração não aposentará o Dolphin Mini já vendido no mercado brasileiro. Segundo a Autoesporte, o vice-presidente sênior da BYD no Brasil, Alexandre Baldy, confirmou que a novidade deve desembarcar no país provavelmente no final do próximo ano, convivendo diretamente com a versão atual e atuando como um degrau intermediário posicionado logo abaixo do Dolphin GS.

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