BYD Mako: primeiras impressões revelam pontos fortes e limitações da picape nacional da marca chinesa
Desenvolvida exclusivamente para o Brasil e fabricada em Camaçari, a Mako já foi dirigida pela imprensa e mostra um híbrido flex competente, mas com ressalvas no design e no desempenho em alta velocidade.
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A BYD Mako é, segundo a Quatro Rodas, o carro mais brasileiro já concebido pela fabricante chinesa — e não apenas no espírito. A picape foi desenvolvida exclusivamente para o mercado nacional e será produzida integralmente na fábrica de Camaçari, na Bahia, sem passar pelas linhas de montagem da China. Com lançamento esperado entre outubro e novembro, a Mako já pôde ser avaliada pela revista, que apontou tanto acertos quanto pontos a melhorar.
No visual, a Quatro Rodas observa que a Mako aproveita peças de outros modelos da linha Song: o capô, os faróis e o formato da grade vêm da primeira geração do Song Plus, enquanto as portas dianteiras são compartilhadas e as traseiras derivam do Song Pro. O resultado, na avaliação da publicação, é uma silhueta comportada, com linha de cintura e capô inclinado que não valorizam o porte da picape. As molduras das caixas de roda existem, mas são discretas demais. Em termos de dimensões, a Quatro Rodas aponta que a Mako tem cerca de 4,80 m de comprimento e 2,90 m de entre-eixos — aproximadamente 10 cm a menos que a Fiat Toro nas duas medidas.
Na pista, a Quatro Rodas descreve o conjunto híbrido flex DM-i como ágil e linear até os 115 km/h, faixa em que o motor elétrico atua com mais vigor. Acima disso, porém, a progressão perde fôlego e o motor 1.5 aspirado de 98 cv — combinado a uma unidade elétrica dianteira para cerca de 219 cv totais — precisa se esforçar para levar a picape além dos 150 km/h, comportamento já conhecido do Song Pro. A revista ressalta que o protótipo testado operava com apenas 20% de carga na bateria e sem autonomia elétrica disponível, o que intensificou a demanda sobre o motor a combustão. Ainda assim, a Quatro Rodas lembra que rivais da categoria entregam desempenho constante independentemente do nível de carga, o que pode pesar na decisão de compradores do segmento de picapes.
A caçamba, segundo a Quatro Rodas, tem volume estimado em torno de 1.000 litros e capacidade de carga próxima de 750 kg — números competitivos na categoria. A tampa traseira usa hastes do tipo pescoço de ganso e conta com amortecedor para aliviar o peso. Na parte traseira, a barra iluminada que conecta as lanternas remete à BYD Shark e confere identidade ao conjunto. A capacidade exata da bateria da versão de entrada ainda é mantida em segredo pela fabricante.
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