Chevrolet lança S10 Max no Egito: picape vem da China e não tem relação com a versão brasileira
Derivada da Maxus T70, da fabricante chinesa SAIC, a S10 Max chega ao mercado egípcio em três versões com motor 2.0 turbodiesel — e não deve aparecer por aqui
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A Chevrolet acaba de ampliar a presença da S10 Max no mercado africano, lançando a picape no Egito — e quem espera encontrar alguma semelhança com a caminhonete vendida no Brasil vai se decepcionar. Segundo a Auto+, o modelo não tem qualquer relação com a S10 nacional: trata-se de uma picape desenvolvida pela fabricante chinesa SAIC, derivada da Maxus T70, e rebatizada com o visual da Chevrolet para ser comercializada em países onde a GM precisa de uma opção mais simples e barata sem investir em um projeto próprio.
A Auto+ lembra que a S10 Max não é novidade absoluta: a picape foi apresentada pela primeira vez no México em 2021 e, desde então, ganhou versões adaptadas para diferentes mercados. A publicação destaca ainda uma curiosidade: dependendo do país, o mesmo veículo muda até de nome. No Equador, por exemplo, a picape passou a ser comercializada como Chevrolet D-Max, substituindo a antiga D-Max derivada do projeto da Isuzu. No México, a situação é ainda mais extrema — lá existe uma versão com motor 2.4 aspirado a gasolina de apenas 143 cv, câmbio manual e até direção hidráulica nas configurações de entrada, segundo a Auto+.
No Egito, a S10 Max chega importada diretamente da China em três versões — Comfort, Comfort+ e Delux — todas com cabine dupla. O motor é um 2.0 turbodiesel calibrado pela engenharia da GM para as condições locais, entregando 161 cv e 40,8 kgfm de torque, bem abaixo dos 207 cv e 52 kgfm do 2.8 turbodiesel da S10 brasileira, conforme aponta a Auto+. As versões de entrada usam câmbio manual de seis marchas, enquanto a Delux recebe automático de oito velocidades, com opções 4×2 e 4×4.
No quesito equipamentos, a Auto+ aponta que a versão mais cara tenta disfarçar a vocação de caminhão de trabalho com central multimídia de 10,25 polegadas, Apple CarPlay, Android Auto, piloto automático, ar-condicionado automático e bancos com costuras vermelhas. O pacote de segurança inclui quatro airbags, controle de estabilidade e tração, ABS com distribuição eletrônica de frenagem, controle de descida e um sistema voltado a reduzir movimentos de rolagem da carroceria em situações críticas, segundo a Auto+.
A publicação reforça que o modelo não deve chegar ao Brasil, onde a S10 convencional segue sendo produzida localmente com especificações bem superiores. Vale notar que a estratégia de usar plataformas chinesas sob marcas tradicionais não é exclusividade da GM: a Auto+ lembra que o mercado brasileiro já recebeu — e ainda vai receber — movimentos semelhantes com Fiat Titano, Ram Dakota, futura Nissan Frontier e nova geração da Volkswagen Amarok. No caso da Chevrolet, porém, a opção foi clara: manter essa versão longe daqui.
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