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Farizon F3E chega ao Brasil por R$ 240 mil para disputar entregas urbanas com motor elétrico de 150 cv

Mini truck chassi cabine do grupo Geely pode ser dirigido com CNH B, carrega até 1.740 kg e já teve primeiro lote inteiramente vendido para a locadora EVOB

Atualizada em 12 de setembro de 2026 às 21:02· 2 fontes· 58 leituras
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CAMINHÃO ELÉTRICO

Farizon F3E chega ao Brasil com 300 km de autonomia

A divisão comercial da Geely entra no mercado de entregas urbanas com preço de R$ 240 mil.

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A Farizon, divisão de veículos comerciais elétricos do grupo chinês Geely, está ampliando sua presença no Brasil com a chegada do modelo F3E, voltado para operações de entrega em centros urbanos. Segundo o Notícias Automotivas, o veículo é distribuído no país pelo Grupo Timber e chega para disputar um segmento ainda pouco explorado por eletrificados: o transporte de carga de última milha.

O Jornal do Carro aponta que este é o terceiro lançamento da marca no mercado brasileiro, importado diretamente da China e oferecido exclusivamente na versão chassi cabine — configuração que permite diferentes tipos de implementação, como baús com volume útil de até 15 metros cúbicos, conforme explica Rodrigo Pikussa, diretor Executivo da Farizon no Brasil.

Ficha técnica e autonomia

De acordo com o Notícias Automotivas, o F3E oferece autonomia de até 300 km por carga, número que o posiciona como alternativa viável para frotas que operam em grandes cidades. O Jornal do Carro detalha que, na prática, a autonomia é de 250 km no ciclo Inmetro e 315 km no ciclo WLTP, com baterias de tecnologia LFP (lítio, ferro e fosfato) de 72,8 kWh.

Ainda segundo o Jornal do Carro, o motor elétrico entrega 150 cavalos de potência e 300 Nm de torque, com transmissão automática. O Peso Bruto Total de 3.495 kg é um dado relevante do ponto de vista comercial: ele permite que o veículo seja conduzido por motoristas com CNH Categoria B, ampliando o leque de operadores disponíveis para frotas de logística. A carga útil chega a 1.740 kg, dependendo da implementação.

No quesito recarga, o Jornal do Carro informa que o sistema é padrão CCS2, com capacidade de até 11 kW em corrente alternada e mais de 100 kW em corrente contínua. Em carregadores de alta capacidade, o tempo médio de recarga é de apenas 35 minutos — um diferencial relevante para operações que demandam múltiplos turnos.

Equipamentos e tecnologia

O Jornal do Carro destaca que o F3E chega em versão única e bem equipada, com vidros elétricos, ar-condicionado, painel digital de 7 polegadas, central multimídia de 12,3 polegadas com Apple CarPlay e Android Auto, volante aquecido e acionamento sem chave — sem botão Start/Stop, bastando destravar o veículo, entrar e pisar no freio para o motor ligar. O pacote de segurança inclui sistemas ADAS, frenagem automática de emergência, detecção de obstáculos, controle de estabilidade, auxiliar de partida em rampa e manutenção de faixa.

Primeiro lote já vendido

O Jornal do Carro revela que todo o primeiro lote do F3E foi adquirido por um único cliente: a locadora EVOB, que comprou as 17 unidades iniciais. "Já realizamos um novo pedido para termos disponibilidade aos novos clientes no Brasil", afirmou Pikussa ao veículo. A venda é feita de forma direta e por meio das concessionárias do Grupo Timber em Curitiba (PR), Florianópolis (SC), Lages (SC), Guaíba (RS) e São Paulo (SP).

Estratégia e contexto

O preço sugerido é de R$ 240 mil, valor que, segundo o Notícias Automotivas, coloca o modelo em concorrência direta com caminhões leves a diesel já consolidados no setor de logística. Para Pikussa, citado pelo Jornal do Carro, a escolha pelo elétrico no transporte de cargas leves vai além da pauta ESG: "A opção pelo veículo elétrico no transporte de cargas leves e urbanas não é somente mais uma escolha pela descarbonização, mas, também, pelo menor custo de aquisição e pelo ganho operacional."

A ofensiva da Farizon no Brasil reflete um movimento mais amplo de montadoras chinesas que enxergam no país um mercado receptivo à eletrificação comercial, especialmente diante do crescimento do e-commerce e das pressões por redução de emissões nas grandes metrópoles. Com a chegada do F3E, a marca sinaliza que não pretende limitar sua atuação ao segmento de passeio — estratégia diferente da maioria dos concorrentes asiáticos que desembarcaram recentemente no país.

Fontes

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