Ferrari Luce esgota cota de 2026 em dois meses mesmo após polêmica com puristas
Primeiro elétrico da Ferrari vendeu todas as 500 unidades previstas para o ano a 550 mil euros cada, apesar de rejeição de ex-presidente da marca e queda nas bolsas.
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A Ferrari não deixou a polêmica atrapalhar os negócios. Segundo a Quatro Rodas, a montadora italiana atingiu sua meta de vendas para 2026 da Luce apenas dois meses após o lançamento do modelo — informação que teria sido divulgada pelo Financial Times. O objetivo era comercializar 500 unidades do sedã elétrico, cada uma precificada em 550 mil euros (cerca de R$ 3,2 milhões na cotação atual).
A chegada da Luce ao mercado não foi tranquila. A Quatro Rodas aponta que o carro gerou forte rejeição entre os puristas da marca, motivada principalmente pelo visual — considerado distante da identidade tradicional da Ferrari — e pela substituição dos consagrados motores a combustão por um conjunto 100% elétrico. Luca di Montezemolo, ex-presidente da Ferrari, chegou a se manifestar publicamente contra o produto. As ações da empresa recuaram 8% na Bolsa de Milão e 5,3% na Bolsa de Nova York logo após a apresentação.
No campo técnico, a Quatro Rodas detalha que a Luce é o primeiro elétrico da história da Ferrari: tem quatro portas, quatro motores independentes — um por roda — e capacidade para cinco ocupantes. A potência máxima chega a 1.050 cv, alimentados por uma bateria de 122 kWh integrada ao assoalho. O sistema opera em arquitetura de 800 V, suporta recarga rápida de até 350 kW e promete autonomia superior a 530 km. Apesar dos 2.260 kg em ordem de marcha, o carro acelera de 0 a 100 km/h em 2,5 segundos e atinge mais de 310 km/h.
O design, como destaca a Quatro Rodas, é assinado pelo estúdio LoveFrom, liderado por Sir Jony Ive — ex-designer da Apple e criador do polêmico notch do iPhone. No interior, telas co-desenvolvidas com a Samsung Display dividem espaço com comandos físicos usinados e acabamentos em couro premium, vidro temperado e alumínio reciclado. A ausência do túnel central de transmissão, característica dos elétricos, liberou espaço generoso para os cinco ocupantes.


