Gasolina premium com menos etanol vira saída para donos de carros antigos e importados
Com a mistura da gasolina comum subindo para 32% de etanol, proprietários de veículos sem tecnologia flex buscam refúgio no combustível premium, que mantém 25% de álcool na composição.
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A elevação do percentual de etanol anidro na gasolina comum e aditivada para 32% — determinada pela resolução CNPE nº 9/2026 — colocou em alerta proprietários de veículos mais antigos e importados que não foram projetados para trabalhar com tanto álcool. Segundo a Quatro Rodas, a medida tem caráter temporário de 180 dias, podendo ser prorrogada por igual período, o que significa que o cenário pode se estender por até um ano.
A Quatro Rodas aponta que a gasolina premium surge como a alternativa mais segura nesse contexto, pois segue a especificação E25 — com 25% de etanol anidro — e não teve sua composição alterada desde julho de 2007. O preço, porém, pesa: a publicação indica que o litro varia entre R$ 8 e R$ 10, e o produto é de difícil acesso fora de grandes centros urbanos, muitas vezes restrito a postos em áreas nobres.
Os riscos para quem continuar abastecendo com a gasolina E32 em veículos despreparados são concretos. Conforme a Quatro Rodas, especialistas alertam que o maior teor de álcool pode deteriorar componentes de borracha e plástico do sistema de injeção — mangueiras, retentores, bicos injetores e filtro de combustível —, além de provocar dificuldade na partida a frio, marcha lenta instável e perda de potência. Em casos mais graves, a eletrônica do veículo pode interpretar a mistura como falha e acender a luz de injeção no painel.
A Quatro Rodas também alerta para uma prática perigosa que circula na internet: tentar separar o etanol da gasolina usando água dentro do próprio tanque. Engenheiros ouvidos pela publicação condenam o método, que pode destruir peças do sistema de emissões como a sonda lambda e o catalisador — gerando um prejuízo na oficina muito superior a qualquer economia tentada no posto.
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