Jeep Compass Blackhawk vira flex e fica mais rápido, mas bebe mais combustível
Versão esportiva do SUV ganha motor 2.0 turbo compatível com etanol e melhora no 0 a 100 km/h, mas o consumo cai de forma expressiva.
Toque pra navegar · resumo gerado dos dados da matéria
Dois anos após chegar ao mercado, o Jeep Compass Blackhawk deixa de ser exclusivamente a gasolina e passa a aceitar etanol no tanque. A Quatro Rodas testou o SUV esportivo — vendido a R$ 278.990 — em pista, comparando o desempenho e o consumo nos dois combustíveis para avaliar se a mudança faz sentido na prática.
Segundo a Quatro Rodas, o motor 2.0 turbo Hurricane de quatro cilindros mantém os mesmos 272 cv e 40,8 kgfm de torque independentemente do combustível. Para viabilizar o etanol, a Jeep substituiu a bomba de combustível, as velas de ignição e os injetores, além de promover ajustes no sistema de admissão, no turbo e no mapeamento do motor e do câmbio automático de nove marchas. O resultado no cronômetro surpreendeu: a Quatro Rodas registrou 6,8 s no 0 a 100 km/h na versão anterior a gasolina, enquanto o novo flex marcou 6,7 s com gasolina e 6,6 s com etanol — ou seja, ficou mais veloz em qualquer cenário.
O lado menos animador fica por conta do consumo. A Quatro Rodas aponta que o modelo anterior entregava 9,3 km/l na cidade e 13,3 km/l na estrada com gasolina. O novo flex recuou para 8 km/l urbano e 12,1 km/l rodoviário no mesmo combustível. Com etanol, as médias caíram ainda mais: 6,3 km/l na cidade e 9,1 km/l na estrada. A publicação fez as contas de custo por quilômetro para verificar se o preço mais baixo do etanol compensa o maior apetite do motor — análise que tende a favorecer o biocombustível dependendo da relação de preços na bomba.
Além do desempenho, a Quatro Rodas destaca que o Blackhawk já se diferenciava das versões convencionais do Compass pelo conjunto de suspensão reajustado, que combina firmeza para estabilidade com maciez nas absorções e amortecedores de curso mais longo. A direção também é descrita como mais leve e direta. O porta-malas tem 476 litros e abertura elétrica, e o SUV conta com tração 4×4 com reduzida e seletor de terrenos — atributos que, segundo a revista, colocam o Blackhawk em uma categoria à parte dentro da família Compass.


