Mercedes-Benz renova o Classe C 2027 com tecnologia de IA e eletrificação leve, mas mantém base de 2021
Sedã alemão ganha novo visual, sistema operacional próprio com Google Cloud e motores mild hybrid de 48V, mas segue sobre a mesma plataforma da geração atual.
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A Mercedes-Benz apresentou o Classe C linha 2027, e a Quatro Rodas aponta que, apesar das atualizações relevantes, o modelo a combustão não passa de uma reestilização da geração lançada em 2021 — enquanto a versão elétrica da família já estreou com arquitetura completamente nova. A dianteira é a área de maior transformação visual: segundo a Quatro Rodas, a grade foi redesenhada nos moldes do atual Classe S, com contorno iluminado e trama de estrelas de três pontas que replicam o logotipo da marca. Os faróis também ganham nova assinatura luminosa com o mesmo motivo, e o para-choque frontal foi recontornado para melhorar o fluxo de ar ao radiador e aos freios. Na traseira, as alterações ficaram restritas ao layout das lanternas.
No interior, a principal novidade é a adoção do sistema operacional proprietário MB.OS, que, conforme a Quatro Rodas descreve, substitui as camadas anteriores do multimídia e integra navegação com assistente de inteligência artificial alimentado por Google Cloud, além de suporte a atualizações remotas over-the-air. O assistente MBUX foi aprimorado para aprender rotinas e adaptar respostas ao perfil do motorista. O painel mantém o quadro de instrumentos de 12,3 polegadas e a tela central de 11,9 polegadas em disposição vertical, sem a extensão de tela para o passageiro — escolha que, segundo a publicação, prioriza ergonomia voltada à condução. Como opcional, há sistema de som Burmester com Dolby Atmos, 15 alto-falantes e 710 W.
Na mecânica, a Quatro Rodas informa que toda a gama — tanto a gasolina quanto a diesel — passa a contar com eletrificação leve de 48V, caracterizando um sistema mild hybrid capaz de somar até 23 cv e 20,9 kgfm extras. A medida visa atender às exigências da norma Euro 7 e manter o modelo competitivo enquanto a marca avança em paralelo com sua família elétrica na Europa. A estratégia, segundo a reportagem, é clara: segurar a base de clientes que ainda prefere propulsores convencionais ou híbridos plug-in antes de uma eventual migração total para plataformas elétricas.
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