Nissan Pixo: elétrico urbano com 259 km de autonomia chega à Europa em 2027 por cerca de 20 mil euros
Hatch subcompacto retoma nome histórico da marca, compartilha plataforma com o Renault Twingo E-Tech e mira concorrentes chineses com bateria LFP e tecnologia embarcada.
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A Nissan oficializou os primeiros detalhes do Pixo, seu novo elétrico urbano destinado ao mercado europeu. Segundo o Jornal do Carro (Estadão), o modelo resgata o nome de um compacto que a marca comercializou entre 2008 e 2013 e tem chegada às concessionárias europeias prevista para o início de 2027.
Conforme aponta o Jornal do Carro (Estadão), o preço estimado é de 20 mil euros — cerca de R$ 117 mil em conversão direta —, o que tornaria o Pixo o carro mais barato da Nissan no Velho Continente. Com esse posicionamento, a marca japonesa mira diretamente concorrentes chineses como o BYD Dolphin Mini (vendido na Europa como Dolphin Surf) e o Geely EX2.
Plataforma compartilhada e integração industrial
O Pixo não nasce do zero. De acordo com o Notícias Automotivas, o carro divide linha de produção com o Renault Twingo E-Tech e o Dacia Spring, evidenciando a profunda integração industrial da Aliança Renault-Nissan. O Jornal do Carro (Estadão) complementa que a produção está confirmada para a fábrica de Novo Mesto, na Eslovênia, voltada primariamente ao mercado europeu. Essa estratégia de compartilhamento de plataforma e fábrica ajuda a diluir custos de desenvolvimento e torna o produto final mais competitivo em preço.
Dimensões pensadas para a cidade
Segundo o Jornal do Carro (Estadão), o hatch mede 3,79 metros de comprimento, 1,79 m de largura, 1,51 m de altura e 2,49 m de distância entre-eixos. O vão livre de 14 cm e o raio de giro de apenas 9,9 metros facilitam manobras em grandes centros urbanos. O porta-malas comporta 356 litros no padrão VDA, volume que salta para 1.221 litros com os bancos traseiros rebatidos.
Mecânica, bateria e autonomia
O conjunto mecânico traz motor dianteiro com 82 cv de potência e 17,8 kgfm de torque, conforme detalha o Jornal do Carro (Estadão). A alimentação vem de uma bateria de fosfato de ferro-lítio (LFP) com capacidade de 27,5 kWh, entregando autonomia declarada de até 259 quilômetros no ciclo WLTP — números que, segundo o Notícias Automotivas, o posicionam entre as opções mais acessíveis do segmento elétrico europeu.
A escolha pela química LFP, conforme aponta o Notícias Automotivas, reflete uma tendência crescente entre montadoras que buscam maior durabilidade do pacote de baterias e menor risco de degradação ao longo do tempo, ainda que com densidade energética inferior às células NMC. Para um carro pensado para o uso urbano diário, a troca parece fazer sentido.
Na recarga, o Jornal do Carro (Estadão) informa que o Pixo suporta corrente alternada (AC) de 11 kW e corrente contínua (DC) de até 50 kW. Em estações rápidas, a bateria recupera de 15% a 80% da carga em cerca de 28 minutos.
Design e cabine conectada
No visual, segundo o Jornal do Carro (Estadão), o Pixo preserva as proporções do irmão de plataforma Renault Twingo, mas ostenta identidade própria: dianteira com faróis quadrados em LED, logotipo iluminado e rodas de desenho exclusivo. Na traseira, lanternas pixeladas em LED e detalhes pretos no contorno do vidro completam o conjunto.
A cabine acomoda quatro ocupantes e conta com painel digital de 7 polegadas e central multimídia de 10 polegadas com integração ao ecossistema Google, incluindo o assistente de voz com inteligência artificial Gemini, de acordo com o Jornal do Carro (Estadão). O pacote de segurança ADAS inclui piloto automático adaptativo, alerta de saída de faixa, frenagem autônoma de emergência e assistente de estacionamento.
Faz sentido no Brasil?
Apesar de a produção ser voltada primariamente à Europa, o Jornal do Carro (Estadão) avalia que o Pixo seria uma alternativa estratégica para o Brasil, onde marcas chinesas dominam o segmento de entrada dos elétricos. Se chegasse ao mercado nacional com preço na faixa de R$ 115 mil a R$ 130 mil, o modelo permitiria à Nissan disputar espaço com os líderes do segmento, aproveitando seu porte adequado às metrópoles e o pacote tecnológico embarcado. O Pixo reforça, ainda, o movimento da Nissan de ampliar sua família elétrica com modelos de entrada, após o sucesso do Leaf e a chegada do Ariya em categorias superiores, como já havia destacado o Notícias Automotivas.
Fontes
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