Omoda E5 por R$ 149.900: marca planeja reposicionar elétrico para enfrentar BYD Dolphin e Ora 03
Com apenas 500 unidades emplacadas, o SUV elétrico da Omoda deve ganhar versão de entrada com corte de R$ 60 mil — enquanto a versão a combustão já acumula mais de 7.600 emplacamentos no país
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O Omoda E5 vai ganhar uma segunda chance no mercado brasileiro. A Quatro Rodas revelou que a Omoda & Jaecoo planeja lançar uma versão de entrada do SUV elétrico por R$ 149.900 ainda este ano — uma redução de R$ 60 mil em relação ao preço de estreia de R$ 209.990. Segundo a publicação, a estratégia foi confirmada pelo jornalista Jorge Moraes e tem como objetivo reverter o desempenho pífio de vendas: o modelo acumula pouco mais de 500 unidades emplacadas desde que chegou ao país.
O contraste com o desempenho da versão a combustão é gritante. Segundo o UOL Carros, o Omoda 5 — irmão movido a motor híbrido pleno — já acumulou 7.625 emplacamentos até maio, com a maioria das vendas concentrada justamente nessa motorização. O dado evidencia que o problema não é a marca em si, mas o posicionamento do elétrico numa faixa de preço que o mercado brasileiro ainda não absorve com facilidade.
Com o novo posicionamento, a Quatro Rodas aponta que o Omoda E5 deixa de disputar espaço com SUVs elétricos de maior porte e passa a mirar diretamente nos compactos chineses que dominam a faixa de preço. O BYD Dolphin GS, vendido por R$ 149.990, oferece bateria de 44,9 kWh e autonomia de 291 km pelo Inmetro. Já o GWM Ora 03, atualmente com desconto de R$ 20 mil e custando R$ 149.900, traz 171 cv, bateria de 58 kWh e alcance de 315 km — números inferiores aos do Omoda na configuração atual.
Na ficha técnica que a Quatro Rodas descreve, o E5 mantém motor dianteiro de 204 cv e 34,7 kgfm, bateria LFP de 61 kWh e autonomia de 345 km pelo Inmetro. A recarga rápida em corrente contínua suporta até 80 kW, permitindo ir de 30% a 80% em 28 minutos. Ainda assim, a reportagem ressalta que não está claro como a marca chegará ao novo preço: as possibilidades incluem corte de equipamentos, troca de fornecedor de bateria — a CATL já abastece versões australianas com células de 58,9 kWh — ou até mudança no motor, como ocorre em outros mercados.
Fontes
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