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Falha no compressor deixa donos de Peugeot E-208 e E-2008 elétricos a pé; petição já tem 84 assinaturas

Proprietários relatam carros imobilizados por até 120 dias aguardando peças, enquanto a Stellantis nega que o problema seja crônico ou sistemático.

Atualizada em 13 de setembro de 2026 às 15:02· 2 fontes· 101 leituras
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DEFEITO ELÉTRICO

Peugeot E-208 e E-2008 imobilizados por falha no ar-condicionado

Donos relatam carros parados há meses, falta de peças e cobranças indevidas no Brasil.

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Uma falha no compressor do ar-condicionado está deixando donos de Peugeot E-208 e E-2008 elétricos a pé no Brasil. Segundo a Quatro Rodas, o problema se manifesta com um alerta laranja no painel e, em vários casos, provoca a imobilização súbita do veículo — situação que já motivou uma petição pública criada em fevereiro de 2026 e que, conforme apura o Garagem360, já acumula 84 assinaturas na consulta mais recente.

Relatos que se repetem

Os casos descritos pelos proprietários são contundentes. A Quatro Rodas destaca o fisioterapeuta Luiz Gustavo de Sousa Lima, de Teresina (PI), que teve o compressor do seu E-2008 2023 trocado aos 35.000 km e, menos de dois meses depois, enfrenta o mesmo defeito — desta vez sem previsão de entrega da peça. O motorista de aplicativo Celso Antônio Pires Filho, de São Paulo, está sem trabalhar há mais de 60 dias com seu E-208 GT parado e, ainda assim, a concessionária pretende cobrar pelo conserto. A publicação também ouviu Karinne Carneiro Teixeira, de Salvador, e Murilo Daroz, de Jundiaí, ambos com carros imobilizados por mais de dois meses aguardando peças.

O Garagem360 acrescenta que o problema pode começar com um alerta de falha no sistema de propulsão, seguido de perda do ar-condicionado e, em alguns casos, impossibilidade de conduzir o veículo. A petição menciona reparos que envolvem chicote elétrico, condensador ou compressor, e registra recorrência do defeito em unidades diferentes — inclusive após consertos já realizados.

Esperas de até 120 dias

O ponto mais crítico levantado pelo Garagem360 é o tempo com o carro parado. O documento reúne relatos de espera superior a 30, 60, 90 e até 120 dias, atribuindo parte da demora à necessidade de importar componentes e à ausência de estoque local. A Quatro Rodas já havia apontado que um dos donos ouvidos afirma que o grupo de Peugeot elétrico no Brasil registra novos casos a cada três dias.

Além dos reparos, o Garagem360 informa que os proprietários questionam a retirada das versões elétricas de determinadas ofertas de garantia adicional e pedem à marca dados sobre quantos veículos já sofreram intervenções no Brasil.

A contradição com a versão oficial

A Quatro Rodas aponta que a petição cita boletins técnicos internos da marca que reconheceriam o caráter crônico do defeito — reparado sem custo na Europa e na Ásia —, enquanto no Brasil os consertos chegam a ser cobrados dos consumidores. A Stellantis, por sua vez, afirmou à revista que os casos têm "naturezas distintas", que não se trata de problema crônico ou de qualidade e que não há falta de peças para atender à demanda.

O Garagem360 sistematiza essa divergência: de um lado, proprietários relatam recorrência em várias unidades e esperas que chegam a 120 dias; de outro, a fabricante contesta a existência de uma falha comum a todos os carros e afirma que parte dos atendimentos já foi concluída com reparo e devolução dos veículos.

A contradição entre a versão oficial e os relatos dos proprietários segue sendo o ponto central do caso: enquanto a montadora nega sistematicidade, consumidores descrevem um padrão recorrente — e a petição, ainda aberta, continua recebendo novas adesões.

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